Deputado foi escolhido por unanimidade

O deputado Natalino Lázare foi reeleito, por unanimidade, presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira, 22. Foi a primeira comissão permanente da Casa a reunir-se para instalação e definição das presidência e da vice, que ficou com o deputado Mauro de Nadal.

O parlamentar liderou os trabalhos do colegiado nos últimos dois anos e sua atuação foi muito elogiada pelos colegas deputados.

 “A agricultura sai na frente. Tanto aqui na Assembleia como lá no campo, onde o setor lidera. O deputado Natalino é uma grata surpresa, fez um excelente trabalho e deve continuar trabalhando em favor dos agricultores catarinenses,” enalteceu José Milton Scheffer.

Cesar Valduga foi na mesma linha. “Seu trabalho (deputado Natalino) nos impressiona,” acrescentou.

PAUTA EXTENSA

Em sua primeira manifestação neste segundo mandato à frente da Comissão, além de agradecer aos demais integrantes, Natalino Lázare apresentou uma pauta das principais questões que ameaçam a agricultura em Santa Catarina. Ele ressaltou que tantos os governos estadual quanto o federal promoveram avanços importantes para o setor produtivo agrícola, mas que “ainda há muito a avançar.”

Nesta lista está a necessidade de encontrar equilíbrio entre a produção e o consumo de milho; a questão da aposentadoria do trabalhador rural, que sofrerá mudanças profundas e penalizantes pela proposta apresentada pelo governo federal; a retomada do programa de Habitação Rural por parte da União (pauta que é liderada por Mauro de Nadal); a ameaça da gripe aviária que já assola Chile e Argentina e pode se transformar em uma “tragédia” para Santa Catarina; o avanço da brucelose que ameaça o rebanho bovino; o cancro europeu, que está chegando ao Estado através das pêras importadas de China e Coreia; a necessidade de modernizar a rede de eletrificação rural, saindo do deficitário sistema monofásico para o trifásico e a deficiência da telefonia rural (o governo de SC exige nota fiscal eletrônica pela prestação do serviço, mas sequer há internet à disposição dos produtores.”

José Milton Scheffer acrescentou outro problema. A importação de cebola que vem da Holanda “quase de graça”, prejudicando os cebolicultores catarinenses.

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