Terapia utiliza cavalos para promover o desenvolvimento físico e psicológico de pessoas com deficiências ou necessidades especiais

O dia 10 de maio é o Dia Estadual da Equoterapia, instituído pela Lei 16.634, de 2015. A inclusão da data no calendário oficial de Santa Catarina foi proposta para estimular a equoterapia e homenagear as pessoas e entidades que fazem esse trabalho, de acordo com o autor da lei, deputado Natalino Lázare. Pelos benefícios proporcionados às pessoas com deficiência, o parlamentar defende que o método terapêutico seja incluído na política de Estado como serviço de saúde complementar.

Nesta quarta-feira (10), Natalino Lázare visitou a Sociedade Hípica Catarinense, em Florianópolis, para conhecer o trabalho desenvolvido pela Associação de Equoterapia e Reabilitação Superar, que atende crianças, jovens e adultos com deficiências físicas e/ou cognitivas. “É preciso estimular as pessoas e entidades que realizam este maravilhoso trabalho de inclusão de pessoas especiais e parabenizar estes profissionais que realizam uma tarefa especialíssima. Meu sonho é que um dia a gente possa ver este programa definitivamente incluído em política social, para que essas entidades possam oferecer um serviço público.” A equoterapia melhora a comunicação, a socialização, a autoestima e a autoconfiança dos praticantes, conforme destacou o parlamentar.

O aluno Arlindo Buch, 60 anos, pratica equoterapia com a equipe da associação há dois anos. Em função do trauma cerebral causado por um acidente de automóvel, ocorrido há mais de 20 anos, ele tem dificuldade de falar e de caminhar. “O Arlindo sempre fez fisioterapia e outras atividades para manter os movimentos porque tem transtorno do tônus muscular”, relatou a fisioterapeuta Graciela Lobelos. A prática de equoterapia, de acordo com a profissional, equilibra o tônus muscular – que nesses casos geralmente é alterado por lesão cerebral ou da coluna – e deixa o aluno com uma melhor postura para ganhar equilíbrio nos movimentos, relaxa os membros superiores e alonga os membros inferiores.

Com uma abordagem transdisciplinar, a prática é indicada para pessoas com deficiências neuromotoras, cognitivas ou distúrbios psicológicos, com benefícios confirmados em estudos científicos. No campo da educação, também é recomendada para crianças com problemas de concentração, hiperatividade e/ou dificuldade de socialização. “Inicialmente, o aluno passa pela avaliação da equipe, que inclui profissionais de fonoaudiologia, fisioterapia e instrutora de equitação profissional”, informou Graciela. Os cavalos utilizados na prática são animais especiais, muito dóceis e exclusivos para esse serviço.

Foto: Eduardo Guedes / Agência AL.

Foto: Eduardo Guedes / Agência AL.

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